terça-feira, 17 março 2026

Golfinho gestante é encontrado morto na Praia da Ferrugem, em Garopaba

Animal da espécie boto-de-Lahille foi localizado sem vida no sábado (7) e encaminhado para análise; gestação foi confirmada após exames.
Foto: Instagram/@institutoaustralis.pmp
Foto: Instagram/@institutoaustralis.pmp

Um golfinho da espécie boto-de-Lahille foi encontrado morto na tarde de sábado (7), na Praia da Ferrugem, em Garopaba. Conforme informações do Instituto Australis, o animal, uma fêmea adulta de 3,11 metros, já estava sem vida quando a equipe foi acionada após o monitoramento diário do trecho.

De acordo com o instituto, o atendimento contou com o apoio do Corpo de Bombeiros, que realizou o isolamento da área até a chegada da equipe técnica. O animal apresentava sinais de inchaço e prolapso na região genital, indicando um quadro avançado de decomposição.

Além disso, segundo os responsáveis pelo atendimento, após o registro científico e a biometria, a carcaça foi retirada da faixa de areia com o auxílio de maquinário da Prefeitura Municipal de Garopaba. Em seguida, o corpo foi encaminhado para a Unidade de Estabilização de Fauna Marinha da UDESC, onde foi realizada a necrópsia.

Durante a análise, conforme informado pela equipe técnica, foi constatado que a fêmea estava gestante. No entanto, a causa da morte não pôde ser determinada, uma vez que os órgãos internos já estavam em avançado estado de decomposição.

O boto-de-Lahille, também conhecido como boto-da-tainha, é uma espécie endêmica da costa atlântica da América do Sul, ocorrendo no sul do Brasil, Uruguai e Argentina. Segundo especialistas, esses animais podem atingir até 4 metros de comprimento e pesar cerca de 400 quilos.

Ainda conforme o Instituto Australis, a espécie enfrenta diferentes ameaças à sobrevivência, como a degradação do habitat, colisões com embarcações, interação com redes de pesca, captura incidental e poluição, tanto química quanto sonora.

Por outro lado, no Brasil, os botos são reconhecidos por comportamentos culturais específicos. De acordo com registros, há interação entre os animais e pescadores artesanais, como ocorre em Laguna, no sul de Santa Catarina, onde a pesca cooperativa é uma prática tradicional.

Recentemente, segundo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), essa forma de pesca foi reconhecida como Patrimônio Cultural Brasileiro durante a 112ª reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural.

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