segunda-feira, 5 janeiro 2026

Suspensão Temporária da Greve dos Professores: Governo de SC Ganha Dois Meses para Cumprir Promessas

Aulas da rede estadual em Garopaba voltam ao normal nesta quinta-feira (9).
Foto: Sinte-SC
Foto: Sinte-SC

Depois de duas semanas de intensa paralisação e discussões fervorosas, o Sinte-SC (Sindicato dos Trabalhadores em Educação em Santa Catarina) decidiu suspender a greve dos professores da rede estadual por dois meses, concedendo ao governo de Santa Catarina uma janela crucial para negociar e cumprir as reivindicações. Segundo o sindicato, a decisão, tomada nesta quarta-feira (8) após uma assembleia extraordinária na praça Tancredo Neves, em Florianópolis, é uma chance para o governo apresentar algo concreto que valorize os profissionais que dedicam suas vidas à educação.

A suspensão não é um ponto final, mas sim uma vírgula, uma promessa condicional de trégua. O Sinte-SC reforçou que a greve poderá ser retomada caso as demandas não sejam atendidas após o prazo estipulado. Essa decisão foi tomada após um longo e acalorado debate entre os membros, que pesaram os ganhos obtidos até agora, incluindo uma decisão judicial que barrou a ameaça de demissão de professores temporários pelo governador Jorginho Mello.

A proposta do governo apresentada no dia anterior buscava encerrar a paralisação com promessas de antecipar o aumento do vale-alimentação para R$ 25 por dia a partir de novembro de 2024, aplicar 1/3 da hora-atividade em 2025 e lançar um edital para concurso público na área educacional em junho de 2024. No entanto, a efetivação dessas concessões permanece atrelada ao término imediato da greve, criando um cabo de guerra que ameaça romper a corda.

A luta do sindicato é mais profunda do que apenas benefícios imediatos. Eles clamam por um novo concurso público que aumente o número de professores efetivos, atualmente menos de 30% do total, além de exigir um reajuste do Piso Nacional e a descompactação da tabela salarial, itens negados na proposta do governo.

A demissão de dez professores temporários após o início da greve colocou lenha na fogueira das reivindicações. O governo acenou com a reversão das demissões, desde que a greve fosse encerrada imediatamente, mas a decisão judicial do juiz Alexandre Morais da Rosa mudou o jogo, suspendendo as demissões até que a legalidade da greve seja determinada.

Essa pausa de dois meses é um respiro estratégico para ambas as partes. O governo tem uma chance para reconquistar a confiança e estabilizar o sistema educacional, enquanto os professores mantêm a pressão, prontos para retomar a paralisação caso suas demandas não sejam cumpridas.

Fonte: Sinte-SC

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