O vereador de Imbituba Thiago Rosa do Republicanos utilizou a tribuna da Câmara Municipal para questionar a cobrança aplicada a ônibus e vans de transporte turístico daquele município que ingressam em Garopaba. A manifestação ocorreu durante sessão legislativa nesta semana, quando o parlamentar relatou ter sido procurado por empresários do setor no início de dezembro.
Segundo o vereador, empresas de Imbituba estariam pagando R$ 490,00 por entrada de ônibus em Garopaba, enquanto vans pagariam cerca de R$ 300,00 a cada acesso. Conforme declarou na tribuna, a taxa tem gerado preocupação entre os empresários, que alegam dificuldade para manter as atividades diante dos valores cobrados.
Durante o pronunciamento, Thiago Rosa afirmou que a cobrança ocorre no acesso ao município vizinho, onde, segundo ele, fiscais realizam abordagens para verificação de documentos e aplicação da taxa. Ainda de acordo com o parlamentar, empresários concorrentes acionariam o poder público de Garopaba quando identificam a atuação de veículos de transporte turístico de fora do município.
O vereador informou que conversou com vereadores de Garopaba, com um secretário municipal e com o prefeito de Imbituba, Michel Nunes, sobre o tema. Conforme relatou, foi informado de que a cobrança estaria prevista em legislação antiga do município vizinho. Ele defendeu que haja diálogo entre os Executivos das duas cidades e afirmou que, caso a situação permaneça, medidas poderão ser avaliadas por Imbituba.
Em publicação nas redes sociais nesta quinta-feira (26), o vereador escreveu: “Garopaba está taxando Imbituba!”. No texto, ele afirmou que empresários do setor de transporte turístico estariam sendo penalizados a cada entrada em Garopaba e destacou: “Um ônibus está pagando R$ 490,00 por entrada na cidade vizinha.” Na mesma postagem, acrescentou que “Se a taxação continuar de forma injusta, medidas também precisarão ser avaliadas.”
A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Garopaba para esclarecimentos sobre a cobrança mencionada pelo vereador, porém não houve retorno até o momento da publicação.

