A Surfland Brasil anunciou a contratação de Álvaro Martins como novo Marketing Manager (MM), em um movimento estratégico voltado à expansão da empresa no segmento de piscinas de ondas. A decisão foi divulgada recentemente, em meio ao avanço do setor no país, que passa por uma fase de maior competitividade e estruturação.
Com aporte estimado em R$ 320 milhões, o projeto da empresa se insere em um mercado global avaliado em cerca de US$ 1,5 bilhão. Além disso, conforme dados do setor, o segmento de wave pools apresenta crescimento anual entre 7% e 10%, impulsionado principalmente pelo turismo e pela oferta de experiências controladas.
Historicamente, o desenvolvimento do surf esteve condicionado a fatores naturais. No entanto, com o avanço das tecnologias de ondas artificiais, o esporte passa a operar em ambientes previsíveis e escaláveis. Dessa forma, amplia-se o acesso, a frequência de prática e as possibilidades de monetização.
Nesse contexto, o Brasil surge como um dos mercados considerados estratégicos para a expansão desse modelo. Isso ocorre porque o país reúne fatores como cultura consolidada no surf e potencial para integrar diferentes setores, incluindo hospitalidade, eventos e produção de conteúdo.
De acordo com especialistas do setor, as piscinas de ondas contribuem para a criação de um novo ecossistema econômico. Isso porque permitem a integração entre diferentes frentes de negócio, algo que o surf tradicional, dependente das condições naturais, não conseguia estruturar da mesma forma.
A chegada de Álvaro Martins acompanha essa mudança de cenário. O executivo possui experiência no setor, com passagem pela Mormaii, onde participou de processos relacionados à construção de marca e expansão digital. Além disso, atuou na Hidrolight S/A e mantém ligação com projetos voltados ao universo do surf.
Segundo Álvaro Martins, “Estamos vivendo uma mudança estrutural na forma como o surf se conecta com o mercado. A previsibilidade das ondas cria um modelo mais escalável e abre novas possibilidades de crescimento”. Ele também afirma que “o desafio agora é alinhar estratégia, execução e cultura para construir uma operação consistente, capaz de sustentar expansão com alta performance”.
Além da contratação, o movimento indica uma mudança no papel do marketing dentro da empresa. Nesse cenário, a área passa a atuar de forma integrada com a estratégia de crescimento, conectando posicionamento de marca, experiência do cliente e aquisição de público.
Nos bastidores, a iniciativa é interpretada como uma antecipação à intensificação da concorrência no Brasil. Isso porque novos projetos vêm sendo anunciados, o que pode ampliar a disputa por liderança no segmento nos próximos anos.
Por fim, o avanço das piscinas de ondas indica uma transformação mais ampla no setor. Se antes o surf operava de forma limitada pela natureza, agora passa a integrar uma lógica de mercado estruturado, com novas oportunidades para empresas, investidores e profissionais da área.