terça-feira, 3 fevereiro 2026

Projetos do IFSC Garopaba são os campeões do Programa Supernova na Região Sul

Estudantes do curso de Sistemas para Internet se destacaram no Supernova, iniciativa do MEC e Sebrae voltada ao desenvolvimento de negócios inovadores.
Foto: Divulgação/IFSC Garopaba
Foto: Divulgação/IFSC Garopaba

Duas equipes do IFSC Câmpus Garopaba obtiveram as principais colocações regionais no Programa Supernova, uma iniciativa do Ministério da Educação (MEC) em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Os resultados colocaram o campus entre os destaques da Região Sul na edição do desafio.

O primeiro lugar foi conquistado pela equipe Eusablyers, enquanto a Sirius Lab ficou com a segunda colocação regional. Os dois grupos são formados por estudantes do curso de graduação em Sistemas para Internet e participaram da trilha de capacitação que integrou formação acadêmica e prática empreendedora.

A equipe vencedora, Eusablyers, é composta por Gabriel Reis Franzen e Victor Fioravante Xavier, com orientação do técnico-administrativo Rodrigo Balbinot Reis. Segundo ele, os estudantes já haviam tido contato com atividades ligadas ao empreendedorismo e à inovação antes da inscrição no programa. “É uma área que abre muito campo para os alunos aprofundarem e desenvolverem suas aptidões e conhecimentos”, afirmou. Ele relatou ainda que, mesmo não estando oficialmente inscrito como mentor, acompanhou o desenvolvimento do projeto por acreditar no potencial da proposta apresentada pelos alunos.

A ideia do projeto surgiu a partir de uma situação concreta vivenciada pela dupla. De acordo com Gabriel, um familiar de Victor, que atua no setor da construção civil, relatava dificuldades recorrentes para localizar fornecedores de forma organizada. A partir desse problema, os estudantes conceberam a Fornex, uma plataforma digital voltada à centralização de informações sobre fornecedores do setor.

Conforme os autores, a proposta busca diferenciar-se das pesquisas tradicionais ao reunir dados estruturados, permitindo buscas por localização, tipo de material ou serviço e histórico de atuação. Ao mesmo tempo, a plataforma amplia a presença digital de fornecedores que ainda têm pouca visibilidade online. “Isso torna o processo de busca mais ágil, reduz riscos nas contratações e aumenta a eficiência tanto para construtoras quanto para fornecedores em todo o Brasil”, explicou Gabriel.

Os estudantes avaliaram positivamente a experiência no Supernova. Para Victor, os conteúdos oferecidos contribuíram diretamente para o amadurecimento da proposta. “As aulas do Supernova foram ótimas e muito bem explicadas. Elas ajudaram bastante na construção do pitch e do BMC”, relatou. Gabriel destacou que a vivência reforçou a importância de observar problemas reais do cotidiano e buscar soluções aplicáveis. “Isso transforma o aprendizado em ação”, afirmou.

Projeto voltado à educação inclusiva fica em segundo lugar

A segunda colocação na Região Sul ficou com a equipe Sirius Lab, formada por Luana Lazzarin Toebe, Marina Carmem Cornelius e Vicente Lemos Trilha, com orientação das professoras Fabiana de Agapito Kangerski e Sabrina Moro Villela Pacheco. O grupo desenvolveu o DiversaEdu, uma plataforma voltada ao apoio de professores no contexto da educação inclusiva.

Segundo a professora Sabrina, a proposta surgiu a partir da observação das dificuldades enfrentadas por educadores no atendimento a estudantes neurodivergentes. “A inclusão é um direito garantido por lei, mas o apoio prático aos professores ainda é insuficiente”, explicou. Ela destacou que, em turmas numerosas, a falta de tempo, recursos e suporte especializado acaba dificultando a adaptação de atividades e planos de aula.

A DiversaEdu combina um agente de Inteligência Artificial treinado para o contexto da educação inclusiva brasileira com o suporte de uma equipe especializada. De acordo com Sabrina, a ferramenta permite que professores obtenham, em poucos segundos, sugestões de adaptações curriculares, estratégias pedagógicas personalizadas e orientações alinhadas a diferentes perfis, como TEA, TDAH, dislexia e discalculia. A plataforma também prevê trilhas de capacitação continuada para docentes e gestores.

Para a professora, o diferencial da proposta está na integração entre tecnologia e acompanhamento humano. “A solução não substitui o trabalho pedagógico, mas o potencializa, respeitando a complexidade do processo educacional e as singularidades de cada estudante”, afirmou.

Fabiana ressaltou que a participação no desafio reforça a importância de metodologias que aproximam a aprendizagem dos problemas da sociedade. “A resolução de desafios práticos contribui diretamente para o desenvolvimento de competências, autonomia e pensamento crítico dos estudantes”, avaliou. Ela também lembrou que os integrantes da equipe estão na segunda fase do curso e ainda não cursaram a disciplina de Empreendedorismo, o que tornou o processo ainda mais desafiador.

Fomento à inovação no IFSC

Rodrigo Balbinot Reis avaliou que os resultados refletem um esforço contínuo para fortalecer a cultura de empreendedorismo e inovação no IFSC. Segundo ele, esse trabalho vem sendo desenvolvido de forma gradual nos últimos anos, com o objetivo de criar alternativas para estudantes interessados nesse caminho. “A inovação por si só já é um desafio, pois sempre que se tenta mudar algo há resistência”, afirmou.

De acordo com Rodrigo, mesmo com estruturas ainda em consolidação, os resultados já demonstram impacto. Ele informou que está prevista a implantação de um laboratório específico para o desenvolvimento de projetos de pesquisa e extensão na área de empreendedorismo e inovação, o que deve ampliar as possibilidades de atuação dos estudantes.

Os cinco projetos mais bem avaliados no Supernova foram divulgados na última semana de janeiro, em Brasília. A iniciativa teve como objetivo capacitar estudantes de cursos técnicos e superiores, de instituições públicas e privadas, para a ideação de negócios inovadores voltados à resolução de demandas sociais, tecnológicas e de mercado.

O programa foi realizado em formato híbrido, com atividades presenciais e a distância, e ofereceu gratuitamente uma trilha de capacitação com conteúdos sobre competências empreendedoras, validação de negócios, marketing, construção de MVP, vendas, sustentabilidade financeira e apresentação de pitch, além de mentorias. Como premiação, as equipes vencedoras participarão, ainda neste primeiro semestre, de uma missão técnica em um hub de inovação e tecnologia.

Com informações de Sabrina Brognoli d’Aquino | Jornalista do IFSC

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