sábado, 7 março 2026

Marantas: A Planta Nativa da Mata Atlântica que Valoriza o Bioma Local no Paisagismo

A planta nativa de meia-sombra que não pode faltar no paisagismo tropical.
Foto: Divulgação
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Em um mundo cada vez mais consciente da necessidade de práticas sustentáveis, as marantas se destacam como uma escolha excepcional para paisagismo. Originárias do sub-bosque da Mata Atlântica, essas plantas maravilhosas prosperam na sombra, sob a proteção de grandes árvores, e estão ganhando popularidade em jardins contemporâneos e sustentáveis.

Ricardo Cardim, botânico e paisagista renomado, enfatiza a versatilidade e a beleza das marantas: “As marantas são uma ótima opção para jardins contemporâneos e sustentáveis. Uma planta bem brasileira, nativa, que marca os ambientes de meia sombra.” Além disso, não são tóxicas, tornando-as ideais para ambientes com crianças e pets.

As marantas, também conhecidas como calatéias ou caetés, são herbáceas rizomatosas e acaule, nativas do Brasil e da região Amazônica. Elas pertencem à família Marantaceae e são valorizadas tanto pelo seu valor paisagístico quanto ornamental. Suas folhas exibem nervuras visíveis e diversos tons de verde, com manchas ou listras que variam entre espécies.

Diversidade e Características

O gênero Maranta engloba aproximadamente 30 espécies herbáceas perenes, distribuídas por habitats úmidos das regiões tropicais. Entre as espécies mais conhecidas estão a Tricolor, Pavão, Leuconeura, Medallion, Cascavel, Rufibarba e Burle Marx. Aliás, cada uma delas possui uma folhagem única e vibrante, com padrões que vão de riscas e manchas a tons de rosa e vermelho.

Cuidados e Cultivo das Marantas

Primeiramente, para garantir o crescimento saudável das marantas, é crucial proporcionar luz indireta, solo úmido e um ambiente com alta umidade. As folhas das marantas são notoriamente dinâmicas, dobrando-se para cima durante a noite, o que revela um espetáculo adicional de cores no lado inferior.

Portanto, cultivar marantas pode ser uma experiência gratificante. Principalmente porque elas são apreciadas como plantas de interior devido à sua resistência a locais sombreados e preferências por condições controladas. No entanto, as marantas também podem ser cultivadas em áreas externas, mas desde que protegidas da exposição direta ao sol.

Sustentabilidade e Regionalidade

Ricardo Cardim destaca a importância de um paisagismo que valorize a regionalidade e aproveite os recursos da flora local: “Estamos num momento de transição entre o descaso e o apreço pelo meio ambiente. Temos ainda um certo deslumbre com a sustentabilidade e pouco estudo, o que leva a coisas que poderiam ser bacanas, mas não são. Pode parecer sustentável, mas só é sustentável de verdade se considerar questões como a regionalidade e o aproveitamento de recursos da flora local.”

Cardim reforça a responsabilidade de explorar e estudar o meio ambiente brasileiro antes de produzir recursos, riqueza e tecnologia: “Temos a obrigação de estudar esse meio maravilhoso que é o território brasileiro antes de produzir recursos, riqueza e tecnologia a partir dele.”

Para concluir, as marantas não são apenas uma adição estética aos jardins, mas também simbolizam um compromisso com a sustentabilidade e a valorização da flora local. Por isso, integrar as marantas em projetos paisagísticos é uma maneira de honrar a biodiversidade brasileira e promover práticas ecológicas responsáveis.

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