quinta-feira, 12 março 2026

Vereador Nazinho questiona processo contra servidoras da educação e cita suposta tentativa de afastá-las do cargo

Parlamentar afirmou que procedimento contra Sônia e Rosineide não é sério e pediu apuração igualitária para todos os casos semelhantes na rede municipal.
Foto: Câmara/YouTube Reprodução Garopaba.sc
Foto: Câmara/YouTube Reprodução Garopaba.sc

Durante a sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Garopaba, nesta terça-feira (5), o vereador Atanásio Gonçalves (MDB), conhecido como Nazinho, utilizou a tribuna para relatar sua versão sobre o processo administrativo que envolve a diretora Sônia Gonçalves, sua irmã, e a professora Rosineide de Souza.

O parlamentar mencionou que a situação teve início pouco antes do recesso legislativo em julho, quando recebeu mensagem de Rosineide de Souza informando que ambas haviam sido exoneradas. “Agora, se não é como disse o prefeito, a publicidade foi dada de forma equivocada. Teria que ser uma portaria pela conclusão de um PAD. Agora, de fato, o que saiu foi de uma forma equivocada e ali dizia sim e ainda falava das penalidades, não só da exoneração, com punição.”

Nazinho questionou o foco do Processo Administrativo Disciplinar (PAD) e afirmou que, se a prática de banco de horas fosse irregular, outras diretoras e professoras também deveriam ser responsabilizadas. “Se é que ela cometeu um crime pelo banco de hora, isso não é um processo sério. Porque se fosse, como que só a diretora Sônia e a professora Rosineide seriam as criminosas se foi toda a rede, inclusive respaldada por então a ex-secretária Fernanda, que na época deu autonomia para as diretoras resolverem como quisessem.”

O vereador destacou que, segundo ele, as duas profissionais agiram para evitar que alunos ficassem sem aula, resolvendo uma atribuição que seria da Secretaria de Educação. “Sabe qual foi a recompensa da Sônia e da Rosineide? Um processo, por não deixar os seus filhos sem professor.”

Nazinho também disse ter recebido, em dezembro, o vereador Sérgio Gonçalves (PL) o Jacaré, seu irmão, o procurou em casa para transmitir um recado do prefeito Junior. Conforme relatou na tribuna, Jacaré teria dito que o prefeito abriria um processo contra Sônia Gonçalves, mas que a medida poderia ser evitada caso ela deixasse o cargo de diretora da escola.

O vereador mencionou ainda que, mais recentemente durante manifestação da comunidade escolar na Prefeitura, o prefeito Junior disse a pais de alunos que não sabia da existência do processo e que o caso não havia chegado à sua mesa. “Então alguém está mentindo agora. Não sou eu. Eu posso garantir a vocês que o mentiroso não sou eu”, declarou Nazinho.

“O prefeito não tem que querer. Ela está lá pela competência, foi eleita pela gestão democrática, pelos pais e pela comunidade escolar”, afirmou Nazinho, ao reforçar que não aceitou repassar a mensagem.

O parlamentar acusou o processo de ter motivação política, relacionada ao posicionamento eleitoral de Sônia. “Ela tem que ser julgada e punida pelo trabalho, não pelo posicionamento político dela.”

Em seu discurso, Nazinho também mencionou que outras servidoras utilizaram banco de horas ou assinaram ponto durante ausências e não foram alvo de procedimentos semelhantes. Ele questionou por que a ex-secretária de Educação Fernanda Alves Cândido e outras diretoras não respondem pelo mesmo tipo de acusação.

Leia também: Rodrigo de Oliveira acusa perseguição política contra professoras e cobra regras claras no banco de horas

Ao final, o vereador afirmou que a defesa de Sônia e Rosineide foi entregue ao prefeito nesta semana. “Se ele disse que não poderia resolver nada porque não estava na mesa dele, pois bem, está na mesa dele. O advogado entregou a defesa segunda-feira desse processo criminoso que ele disse que a Sônia e a professora Rosineide cometeram por ter salvo a educação.”

Pais e representantes da comunidade escolar estiveram presentes na sessão, em mobilização em apoio às servidoras e à educação pública municipal.

Nesta segunda-feira (4), a diretora Sônia Gonçalves retornou temporariamente ao exercício de suas funções na unidade escolar. A volta ocorreu enquanto aguarda a análise do período de defesa jurídica no processo. Segundo informado, a medida é válida até a conclusão da tramitação interna e não representa decisão final sobre o caso.

Assista ao vídeo da transmissão da Sessão da Câmara pelo YouTube

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