quarta-feira, 11 fevereiro 2026

Justiça nega recurso do presidente da Câmara e mantém CPI do lixo em Garopaba

Decisão desta terça-feira (10) suspende votação que rejeitou a CPI e obriga o presidente da Câmara a instalar a comissão imediatamente.
Foto: Divulgação/TJSC
Foto: Divulgação/TJSC

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina manteve, nesta quarta-feira (11), a instauração da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura supostas irregularidades em contratos da coleta de resíduos sólidos em Garopaba. A decisão foi proferida pelo desembargador Diogo Nicolau Pítsica, no Agravo de Instrumento interposto pelo presidente da Câmara de Vereadores, Edmundo Alves do Nascimento (PP).

O recurso foi apresentado após decisão liminar da Vara Única da Comarca de Garopaba, na terça-feira (10), que suspendeu a votação que havia rejeitado a CPI e determinou a sua instauração imediata. No agravo, o presidente buscava efeito suspensivo para sustar a instalação da comissão.

No entanto, ao analisar o pedido, o relator destacou que a CPI já havia sido instaurada, o que esvaziaria o objeto da medida suspensiva pretendida. “Embora tenha sido formulado pedido de efeito suspensivo para sustar instauração de CPI, esta já se implementou, exaurindo vigência e a eficácia da medida obstativa vindicada”, registrou o desembargador na decisão .

Com isso, o Tribunal determinou o prosseguimento da tramitação do recurso, que ainda será analisado de forma colegiada, mas sem suspender os efeitos da liminar que garantiu a abertura da comissão.

O mandado de segurança foi apresentado pelos vereadores Felippe de Souza (MDB), Rodrigo de Oliveira (PT), Rogério Linhares (Podemos) e Atanásio Gonçalves Filho (MDB), que questionaram ato do presidente da Câmara de Vereadores, Edmundo Alves do Nascimento (PP), responsável por submeter o requerimento de CPI à votação em plenário. Na sessão de 3 de fevereiro, o pedido havia sido rejeitado por cinco votos a quatro.

CPI do lixo foi instaurada na sessão de terça-feira (10)

Durante a sessão ordinária de terça-feira (10), a CPI foi formalmente instaurada em cumprimento à decisão judicial de primeira instância. A comissão ficou composta pelos vereadores Rodrigo Prux de Oliveira (PT), Felippe de Souza (MDB), Aires dos Santos (PP), Jairo Pereira dos Santos (PP) e Sérgio Jacaré (PL).

Na tribuna, o presidente da Câmara informou que a instalação ocorreu exclusivamente por força de decisão liminar. “A instauração da CPI nesta noite ocorreu por conta de decisão liminar, em que foi determinada a instauração imediata sob pena de aplicação de multa”, afirmou.

Presidente da Câmara Edmundo Alves do Nascimento (PP) | Foto: YouTube/@CamaraGaropaba / Reprodução Garopaba.sc

Edmundo também confirmou que havia recorrido ao Tribunal de Justiça. “No entanto, foi apresentado recurso ao Tribunal de Justiça, demonstrando minha discordância com a decisão de primeiro grau, a qual até o presente momento não foi apreciada. Friso que não concordo com a decisão e por isso apresentei recurso competente”, declarou.

Em seguida, o presidente reforçou que o recurso protocolado buscava reverter a decisão liminar. “Eu quero frisar pra população que não é porque o Edmundo é contra a CPI, que é a favor da CPI, que quer proteger o prefeito ou proteger quem quer que seja. É que o regimento interno, no seu artigo 47, ele é bem claro. Então, eu tenho que seguir como presidente o regimento interno”, afirmou.

Ele acrescentou que aguardava a manifestação do Tribunal. “Amanhã eu espero que o TJ julgue e se ele julgar procedente o meu agravo que eu solicitei, então, o que foi feito hoje aqui de comissão de CPI não vai valer nada. Eu espero que assim seja, que o regimento seja respeitado, mas se não for, eu vou acatar a decisão da justiça e vai seguir com a comissão já nomeada hoje”, disse.

Com a decisão desta quarta-feira (11), a CPI permanece em funcionamento até nova deliberação do Tribunal de Justiça ou julgamento definitivo do mérito do recurso.

O pedido de CPI havia sido apresentado por vereadores de oposição após a prisão preventiva do prefeito Junior de Abreu Bento (PP), ocorrida em 8 de janeiro, no âmbito da segunda fase da Operação Coleta Seletiva, deflagrada pela Polícia Civil.

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